"Escuta, Antônio - dedico-te afeição; ela é que fala - pessoas há, cuja fisionomia se enruga e enturva como uma lagoa parada, e que a toda hora se retraem num silêncio obstinado, só com o fito de aparência envergarem de profunda sabedoria, gravidade e senso, como quem diz 'Eu sou o senhor Oráculo; quando eu falar, nenhum cachorro ladre!'. Conheço, caro Antônio, muita gente que é tida como sábia, tão-somente por não dizerem nada, quando é certo que, se a falar chegassem, os ouvintes condenariam, por levá-los, logo, a dar o nome, ao próximo, de tolos."
Fala de alguém de diz nada em peça de alguém que diz muito..
O Mercador de Veneza, Shakespeare
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário